Workshop em Mirassol compra de alimentos para merenda é tema


 

Cerca de 100 pessoas entre agricultores familiares, servidores da área da educação e do setor de compras governamentais de oito municípios da região Oeste de Mato Grosso lotaram o auditório da Câmara de Diretores Lojistas de Mirassol D’oeste (300 km a oeste de Cuiabá) para participar do Workshop sobre Merenda Escolar, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)de Mato Grosso. O objetivo do evento é ensinar os produtores, bem como os funcionários públicos, que é possível aumentar a participação dos produtos vindos de pequenas propriedades na alimentação escolar.

O consultor do Sebrae Nacional, Luis Pinovar, explicou que comprar no mercado local traz mais qualidade as refeições, além de estimular o desenvolvimento da economia do município. A palestra dele abriu o workshop, realizado nesta quinta-feira (24) e que contou com a presença de pessoas de Araputanga, Cuverlândia, Lambari D’oeste, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, São José dos Quatro Marcos, Salto do Céu e Mirassol D’oeste.

Pinovar trabalhou 20 anos no Ministério da Educação, onde fiscalizava a aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ele diz que o governo federal disponibiliza dinheiro para a aquisição de produtos da agricultura familiar, porém a falta de informação, tanto por parte dos produtores como dos gestores públicos, dificulta a compra.

Dados apresentados pelo consultor mostram que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) destinou R$ 3,6 bilhões para compra de merenda, dos quais R$ 1 bilhão deve ser aplicado exclusivamente nas pequenas propriedades rurais. Vale lembrar que a lei determina que 30% dos produtos devem vir dos agricultores familiares.

Para alcançar o sucesso no processo, o consultor lembra que o primeiro passo é mapear a vocação agrícola da região. Em seguida, elaborar cardápios que utilizem cada ingrediente conforme os períodos de produção e entressafra.

Logo após, a prefeitura deve providenciar um edital que atenda a legislação e garanta a preferência aos agricultores locais.

Um das fases mais importantes e que recebe pouca atenção dos gestores, explica Pinovar é a divulgação do processo. “É um desafio fazer a informação chegar na área rural”.

Francisco Antônio Matos é líder do Movimento Social União das Associações Comunitárias. Ele diz que a região de Mirassol D’oeste tem várias pequenas propriedades, porém apenas cinco agricultores vendem para a merenda.

Conforme Francisco, os gestores responsáveis pelas compras não têm informações atualizadas e acabam abrindo editais com uma quantidade muito grande de produtos, o que reduz a possibilidade de participação dos sitiantes. Ele defende que as quantidades sejam fracionadas para que todos possam ser contemplados com o certame.

QUALIDADE NA MESA – A diretora da Escola Municipal Barão do Rio Branco, Maria Margareth Toriolo, diz que o produto vindo das propriedades locais enriquece a merenda. Os produtos chegam frescos e se não fosse assim, seria difícil colocar folhas e frutas no cardápio.

Todas as semana, os agricultores levam à escola inhame, mandioca, hortaliças, laranja e pokã. Depois que o material chega, a nutricionista e a merendeira usam a criatividade para que as crianças apreciem.

A escola é de ensino fundamenta e recebe 174 alunos entre 6 e 10 anos.

MAIS CAMINHOS – Outra forma da aquisição de alimentos do governo federal, direcionada aos pequenos negócios, é o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é operacionalizado pelo Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e financiada pelos ministérios de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Maria Aparecida Cruz da Silva, da Conab em Mato Grosso, disse que este programa tem recursos disponíveis, mas a falta de documentação por parte dos agricultores dificulta compra.

O workshop da merenda escolar já aconteceu em Campo Verde e em Confresa, onde atendeu os habitantes da região do Araguaia e Sul de Mato Grosso.

A líder da unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Zaíra Pereira afirma que o Sebrae quer aumentar a renda dos pequenos produtores, que acabam fazendo o dinheiro circular no município, gerando desenvolvimento e empregos.

O workshop promovido pelo Sebrae é parte das ações do novo projeto piloto que o Sebrae passa a desenvolver na região do Consórcio do Complexo Nascentes do Pantanal – DET – Desenvolvimento Econômico Territorial, que é lançado hoje em evento no Município de Mirassol D’Oeste e que beneficiará empreendimentos rurais, empresariais e setor público dos municípios de Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Reserva do Cabaçal, Salto do Céu, Rio Branco, Lambari D’Oeste e Curvelandia.

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