Autor da maior fraude científica do Brasil é exonerado da UFMT


O autor da maior fraude científica do Brasil foi demitido da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) depois de um longo processo administrativo disciplinar instaurado há mais de dois anos. Denis de Jesus Lima Guerra deixou de corpo acadêmico da instituição desde o dia 13 de janeiro deste ano, conforme publicação no Diário Oficial da União.

O polêmico caso de Denis Guerra foi tema de uma reportagem da revista Piauí, de 2011. A publicação revelou que o Brasil aparecia no mapa da frauda cientifica mundial pela primeira vez com este caso. Segundo a UFMT, a demora do processo foi devido a inúmeras prorrogações e à complexidade dos fatos e, ainda, à realização de análises periciais, documentais e testemunhais.

Guerra recebeu uma penalização severa depois de ter forjado onze artigos anulados pela Elsevier, maior editora científica do mundo, conforme publicou a Piauí. Ainda de acordo com a edição da revista, “ele e seus coautores foram acusados de forjar dados obtidos por ressonância magnética nuclear usados nos artigos”.

Até agora, este foi o maior episódio de fraude envolvendo grande quantidade de artigos forjados e má conduta de pesquisadores brasileiros.

Com base em cinco infrações, ele foi afastado por valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública; improbidade administrativa; de não ter sido leal à instituição a que serve; e, não ter observado as normas legais e regulamentares.

Denis Guerra fez sua última atualização do currículo Lattes, no dia 5 de fevereiro deste ano e ainda escreve que é professor adjunto do Departamento de Recursos Minerais e dos Programas de pós-graduações em Geociências e Química da Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT.

De acordo com a UFMT, a instituição só tomou conhecimento do caso no dia 15 de abril de 2011, quando uma Comissão Investigativa foi composta para apurar as denúncias da Editora Elsevier. Depois de formado o grupo deu início ao processo administrativo disciplinar contra o professor.

Em 19 de agosto de 2011, após a entrega do relatório da Comissão Investigativa, foi designada a Comissão Processante, composta por dois membros procuradores federais e um professor da UFMT. Esta comissão concluiu os trabalhos em dezembro de 2013, com a decisão de exoneração, pela UFMT, no dia 13 em janeiro de 2013.

A instituição também ressaltou que zela pela qualidade e credibilidade de suas produções científicas. Por isso, lamenta que esse caso tenha ocorrido, sobretudo em um momento de expansão de sua graduação, pós-graduação e pesquisa: nos últimos cinco anos a UFMT recebeu mais de 500 novos doutores e ampliou o número de cursos de pós-graduação stricto senso, passando de 24 para 47 cursos, sendo 35 mestrados e 12 doutorados.

Fonte: Olhar Jurídico

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