Ambientalista alerta para o plantio da árvore Nim em Mirassol D’Oeste


O Nim é uma planta originada da Índia e foi trazida para o Brasil no ano de 1992. É uma árvore que apresenta um crescimento rápido, que em poucos anos atinge mais de 10 metros de altura.

As plantas de Nim quando adultas dão sombra, fornecem madeira de grande qualidade para moveis, mourões e estacas, por serem resistentes ao cupim. Também são usados na recuperação de solos degradados.

O porte da árvore pode variar de 15 a 20 m de altura, com tronco semi-reto a reto, de 30 a 80 cm de diâmetro, relativamente curto e duro, com fissuras e escamas, de coloração marrom-avermelhada.

O diâmetro da copa varia de 8 a 12m, podendo atingir 15m em árvores isoladas. São árvores atrativas, com grande quantidade de folhas sempre verdes, que caem somente em casos de seca extrema. As raízes penetram profundamente no solo, onde o local permite, e quando sofrem algum tipo de dano, produzem brotos.

É muito conhecida na agricultura pelas características inseticida, suas folhas e sementes podem ser usadas na defesa natural contra muitas pragas e doenças de plantas e também de animais. Segundo estudos controla lagartas, gafanhotos, besouros, pulgões entre outros e no tratamento de animais é usado como carrapaticida e vermífugo.

Segundo o ecologista Aloísio Dantas Mendonça, o plantio do Nim na cidade não é aconselhável, porque suas raízes laterais são bastante desenvolvidas, o que gera grande problema no espaço urbano, podendo romper e danificar calçadas, pavimentos de ruas e avenidas, entupir e estrangular tubulações subterrâneas, além de comprometer a estrutura física dos imóveis. Devido ao comportamento do seu sistema radicular, essa espécie pode trazer transtornos quanto à questão de tombamento, o que ocasionará sérios prejuízos tanto para a população quanto para o poder público.

Diante de suas características morfológicas o Nim não é uma espécie recomendada para ser utilizada em Projeto de Arborização Urbana, principalmente em calçadas, por ser uma espécie exótica e de grande porte, trazendo com isso, diversos problemas para as estruturas físicas dos imóveis, tais como: quebra de calçada, de leito viário, de muros, de construções prediais, além de danificar as redes aéreas de fiação e as redes subterrâneas de água e esgoto, finaliza Aloísio.

Fonte: R14deMaio

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