Fiscalização flagra cinco falsos dentistas atuando em MT


Dois homens foram flagradostrabalhando ilegalmente como dentistas na cidade de Guiratinga, a 334 quilômetros de Cuiabá. O Conselho Regional de Odontologia (CRO) realiza uma operação para combater essa prática em várias regiões de Mato Grosso. O flagrante do Conselho aconteceu nesta quarta-feira (26).

De acordo com o CRO, as duas pessoas não tinham diplomas, mas atendiam como dentistas. Os suspeitos foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil dos municípios, no entanto, prestaram depoimento e foram liberados. A operação deve continuar ainda nos próximos dias.

Em um dos casos, no centro de Guiratinga, um produtor  fingiu ser paciente e vai até o consultório de um homem que atuava ilegalmente. O produtor reclama de dor no dente e o suspeito chega a dizer que ele precisa fazer um tratamento, além de oferecer desconto para o paciente.

Porém, ao ser interrogado pelos fiscais do CRO, ele negou que atendia pacientes. “O que eu faço é um procedimento comum de prótese. Na Prefeitura está registrado como laboratório de prótese”, explicou o suspeito.

Ainda na mesma cidade, os fiscais receberam a denúncia de outro consultório improvisado em uma casa. O falso dentista confessou que atuava há 36 anos na cidade. “Até tive algumas advertências, mas tinha poucos dentistas atuando aqui”, disse.

O número de falsos dentista flagrados este ano, conforme o CRO, chega a mais de 15. “Queremos uma mudança da lei e estamos provando com essa quantidade grande de profissionais que precisa ser repensado, até porque precisa privilegiar aquele que estudou, se habilitou para atender”, declarou o gerente administrativo do CRO, Rogério Luiz Vialle.

Na terça-feira (25) outros três falsos dentistas foram encontrados atendendo em consultórios improvisados nas cidades de Arenápolis e Barra do Bugres, a 259 e 169km da capital. A Polícia Civil dos municípios investiga os casos.

Para exercer a profissão, além do curso superior, é necessário ter cadastro no Conselho Regional de Odontologia. A pena para esse tipo de crime varia de seis meses a oito anos de prisão.

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