Número de analfabetos cresce 32% em Mato Grosso


O número de analfabetos aumentou 31,6% em Mato Grosso nos últimos 8 anos. Conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), enquanto em 2004 o Estado possuía 199,5 mil pessoas que não sabiam ler e escrever, no ano passado o número chegou a 262 mil, o que compreende 8,7% da população geral de Mato Grosso, atualmente estimada em 3 milhões de pessoas. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São consideradas pessoas com mais de 5 anos.

Conforme o levantamento, pessoas com 60 anos ou mais compreendem a faixa etária com maior número de analfabetos em Mato Grosso, chegando a 80 mil pessoas. Em seguida está o grupo entre 5 e 6 anos (67 mil) e, posteriormente, indivíduos entre 50 e 59 anos (40 mil). Em relação ao Centro-Oeste, Mato Grosso figura como o segundo estado da região com o maior número de analfabetos.

Goiás está em primeiro lugar do ranking, com 482 mil pessoas nesta condição. O PNAD também avaliou os anos de estudos da população mato-grossense e detalhou que existem no Estado 321 mil pessoas que não possuem instrução ou menos de 1 ano de estudo. Deste total, 174 mil são mulheres e 146 mil são homens.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Henrique Lopes do Nascimento, a estatística reflete como situação vergonhosa para o Estado, que apresenta índices econômicos em crescimento todos os anos, mas não se preocupa com a educação. Para reforçar a crítica, o sindicalista também destaca os índices nacionais. Segundo dados do PNAD, o Brasil passou de 14,1 milhões de analfabetos em 2009, para 12,9 milhões em 2011. “É necessário avaliar as condições de Mato Grosso. Nos últimos anos, a população aumentou, devido migrações de outros estados, este fator também auxilia na elevação do índice de analfabetismo”.

Lopes destaca que a maneira como é disponibilizado o ensino na fase de alfabetização é outro fator que necessita ser ponderado. “É preciso questionar o governo sobre o tipo de ensino que está sendo aplicado nas unidades de educação. Sabemos da existência de programas nacionais, mas se os valores de analfabetismo estão em crescimento é necessário reavaliar estas questões”.

Entre os apontamentos citados pelo presidente do Sintep/MT como forma de melhorias está a aplicação de 35% de investimentos estaduais no setor da educação pública, reestruturação física das escolas e qualificação contínua dos profissionais. “São questões que se cumpridas pelo governo auxiliaram na redução dos índices. Melhores estruturas, por exemplo, ajudariam na permanência dos estudantes em sala de aula”.

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