Depois de ser condenado, Pedro Henry é absolvido por revisor


Logo depois de receber a condenação do ministro Joaquim Barbosa, nesta quinta-feira (20), pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passviva, o deputado federal Pedro Henry (PP) – um dos 38 réus do caso mensalão – foi absolvido de todos os crimes pelo revisor da ação, o ministro Ricardo Lewandowski.

Em seu voto, Barbosa – o ministro relator – destacou que as provas apresentadas pelo Ministério Público Federal mostram que não há “qualquer dúvida” sobre a existência do esquema de compra de apoio parlamentar durante o primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Henry seria um dos responsáveis por intermediar e negociar com a cúpula do Partido dos Trabalhadores o apoio político do Partido Progressista em votações na Câmara dos Deputados, tendo recebido R$ 2,9 milhões para executar a tarefa.

Contudo, o ministro revisor discordou de Barbosa, e pontuou que o MPF “não comprovou minimamente” a participação de Henry no esquema. Lewandowsk disse ainda que há “ausência total de participação de Pedro Henry nesses negócios espúrios”, argumentando que o voto pela absolvição dava-se “ante a generalidade e a vagueza sobre as imputações contra o réu”.

Henry é o único político de Mato Grosso na lista dos 38 acusados de integrarem “o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e de desvio de dinheiro público feito no Brasil, realizado por organização criminosa que tinha por objetivo espúrio comprar votos de parlamentares para a aprovação de matérias de interesses do governo”, como classificou o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel.

“José Dirceu tinha pleno conhecimento e domínio dos acordos com os parlamentares do PP. E as negociações ocorreram no Palácio do Planalto com a presença do deputado Pedro Henry”, declarou Gurgel.

O parlamentar mato-grossense é o presidente do PP no Estado. Médico, ele também foi secretário de Estado de Saúde, nomeado pelo governador Silval Barbosa (PMDB), mas se licenciou do cargo para exercer seu mandato como deputado federal, já que o acúmulo de funções é proibido pela legislação.

De acordo com o seu advogado, José Antônio Alvares, Henry aguarda a decisão do resto dos oito ministros em sua residência, em Cuiabá. Segundo Alvares, o deputado encontra-se sereno, mas preocupado com o seu futuro. Em caso de uma eventual condenação, o advogado não soube informar se irá recorrer. “Irei analisar a decisão primeiro, para depois decidir sobre como proceder. Como o STF é a última instância, não há muitas alternativas de recursos”, observou.

O julgamento do mensalão será retomado na próxima segunda-feira (24).

Créditos: Helson França/MidiaNews

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